sexta-feira, 31 de julho de 2015

Congresso Brasileiro de Educação - CBE - UNESP

Olá pessoal , tudo bem?

Nesses últimos dias, aconteceu no nosso campus o V Congresso Brasileiro de Educação - CBE, com a temática Pesquisa e Formação de Professores: Políticas e Programas.

"O Congresso Brasileiro de Educação, em sua 5a (quinta) edição, tem como objetivo debater, apresentar e divulgar o conhecimento produzido pelas pesquisas sobre  políticas,  programas e projetos de formação de professores, tanto na formação inicial, quanto continuada. O congresso será realizado nas dependências da UNESP, Câmpus de Bauru, entre os dias 27 a 30 de Julho de 2015, e tem como público alvo: professores e estudantes de pós-graduação e graduação, professores da Educação Básica e demais profissionais e pesquisadores na área da Educação."



Assim  nossas aulas foram transferidas para o evento, já que o conhecimento não é adquirido somente nas salas de aulas. E algumas de nós da equipe, tivemos a experiência de participar da comissão organizadora, vivenciando toda a correria, mas momentos de diversão e com certeza enriquecedores para nossa formação. E também três "passarinhas" (Maritaca, Calopsita e Arara azul)  apresentaram os suas primeiras pesquisas no âmbito da educação no congresso.


Mas bem no dia da nossa alua , houve o encerramento do congresso, que tivemos a oportunidade de festejar com bolo e guarana os cinco anos do CBE. Que venha muitos e muitos anos para o evento.




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Foram quatro dias de inúmeras experiências e uma boa bagagem de conhecimento.
  

terça-feira, 28 de julho de 2015

Didática geral e Preparação das aulas

Olá pessoal, tudo bem?

Na aula do dia 23, como vimos no post anterior algumas das integrantes das equipe tiveram a oportunidade de participar do Simpósio da Pós-Graduação Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. 

Mas como nem todas participaram, as demais integrantes da equipe participaram da aula, que trabalhou o texto "Preparação das aulas"  de Edson do Carmo Inforsato e Robson Alves dos Santos (p. 86-99)  e o  "Didática geral" - Alda Marim Junqueira (p. 16-32). 

Que pode ser encontrado nesse link aqui:


Até mais. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Aula do dia 23/07

Na ultima quinta-feira as integrantes do grupo : Giovana Facioli (Beija-Flor) Karla Rosa Polo (Pica pau) Leticia Sobrinho ( Calopsita) e Maria Eduarda Castro (Bem-te-vi) participaram do Simpósio da Pós-Graduação Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem.
 Nesse dia foi proferida uma palestra sobre:"Adolescência corpo e sofrimento na anorexia e bulimia: as lições aprendidas a partir do tratamento." do Profº Drº Manoel dos Santos (USP/ Ribeirão Preto ). Assim vamos falar um pouquinho pra vocês do que foi aprendido nesta palestra.

Anorexia e Bulimia na Adolescência


A anorexia e a bulimia são distúrbios alimentares dos quais o número de casos vem aumentando especialmente em adolescentes do sexo feminino e com boa condição socioeconômica e cultural. 

O desejo fixo pela magreza e a busca pelo corpo ideal são características fundamentais para entender esses dois distúrbios.

 As pessoas com estes transtornos têm em comum uma preocupação excessiva com o peso, medo de engordar e uma distorção da imagem corporal em que a pessoa não se vê conforme se apresenta na realidade.

ANOREXIA 

Caracteriza-se pela necessidade que a pessoa tem de diminuir o peso, recusando-se a comer e alegando falta de apetite. A recusa é voluntária e na fase inicial da doença, não ocorre uma perda real do apetite. Mais tarde o organismo pode acostumar-se com a pouca alimentação e a pessoa pode chegar até a inanição.

As pessoas que apresentam anorexia possuem uma dieta com a restrição de grupos alimentares, eliminando aqueles que julgam mais calóricos, mesmo apreciando esses alimentos. Essa restrição alimentar aumenta progressivamente, com diminuição do número de refeições, podendo evoluir drasticamente, até o jejum, desejando a todo custo ficar cada vez mais magro.

O anoréxico pode morrer em estado de desnutrição. Desidratados, os pacientes sofrem perda de eletrólitos, principalmente potássio, fundamental para o funcionamento muscular e cardíaco.

BULIMIA 

Caracteriza-se por episódios repetidos de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios inadequados, tais como vômitos, uso indevido de laxantes, diuréticos e/ou outros medicamentos, jejuns e também pode associar exercícios excessivos. A pessoa sente uma fome excessiva, e em seguida, busca mecanismos para eliminar o alimento consumido. Neste transtorno há a compulsão alimentar que é a perda do controle sobre a ingestão dos alimentos, onde a pessoa ao se ver diante de alimentos "devora" tudo. Normalmente ela come sozinha e escondida, não se importando com o sabor da comida ou sua combinação.  Após o episódio compulsivo, sente-se culpada e com certo mal estar físico em razão da quantidade excessiva de alimentos ingeridos, ocorrendo-lhe a ideia de induzir o vômito para não engordar. Este comportamento lhe traz satisfação e alívio momentâneos e assim ela pensa em ter descoberto a forma ideal de manter o peso sem restringir os alimentos que considera proibidos.

O comportamento compensatório e inadequado de recorrer à indução do vômito, se dá com a utilização dos dedos, colheres ou cabo da escova de dentes e para escondê-lo a pessoa bulímica, muitas vezes, toma o cuidado de praticar o vômito debaixo do chuveiro para lavar o local e dar tempo para sumir o cheiro, pois se preocupa em esconder este comportamento. A frequência desses episódios é variável podendo ocorrer várias vezes em um único dia ou em uma semana. Diferentemente do anoréxico, o bulímico não tem desejo de emagrecer mas, pelo menos, manter o peso.

O paciente nem sempre emagrece. Ainda que ele induza o vômito ou use laxantes e/ou diuréticos, entre 30% e 50% da alimentação são absorvidas pelo corpo.

O bulímico pode morrer devido aos métodos purgativos há pacientes que chegam a vomitar 15 ou 20 vezes por dia que estimulam a desidratação e perda de eletrólitos.

CAUSAS

São várias as causas, mas alterações na dinâmica familiar como perdas, separação, nascimento de irmão ou acolhimento de novos membros podem desencadear a doença.

Em geral, os pacientes bulímicos ou anoréxicos, muito antes da doença estabelecida, já apresentam alguma alteração do comportamento: hábito de fazer dieta mesmo quando o peso é proporcional a estatura, crítica constante a alguma parte do corpo e insatisfação mesmo ao perderem peso, com diminuição gradativa de suas atividades sociais.

SINTOMAS

Fadiga, queda de cabelos, pele seca, constipação, dor abdominal, inflamações anais, dormência, intolerância ao frio, ausência dos ciclos menstruais e infertilidade são alguns sintomas predominantes. Ainda é possível encontrar aumento da ansiedade e da impulsividade, abuso de drogas ilícitas e álcool, promiscuidade sexual e risco de suicídio.

Juntamente com esses sintomas, é frequente o baixo rendimento escolar devido a falta de concentração, apatia, desânimo e sonolência que eles procuram justificar com outras causas, escondendo o verdadeiro motivo desses sintomas. Psicologicamente, pessoas com esses distúrbios possuem baixa autoestima, excessivo perfeccionismo, medo de mudanças, preocupações excessivas, hipersensibilidade, rigidez de caráter e conduta, dificuldade em expressar emoções, necessidade de ser aceita e agradar a todos e chamar a atenção.

TRATAMENTO

O tratamento se dá com ou sem internação e utiliza de equipe multiprofissional com intervenções medicamentosas, psicológicas e nutricionais.

Na maioria dos casos, o uso de medicamentos são destinados a corrigir as distorções do pensamento associados aos transtornos da imagem corporal e os sintomas depressivos associados às alterações do apetite, considerando-se ainda, as complicações devido aos distúrbios orgânicos provocados pelo transtorno. A introdução de alimentação parental pode se fazer necessária para reposição de oligoelementos, vitaminas e sais minerais bem como a adequação da dieta.

Ambas são doenças crônicas, de difícil controle. É necessário o acompanhamento a longo prazo e as recaídas são frequentes. O diagnóstico e o tratamento precoce podem fazer toda a diferença entre o fracasso e o sucesso terapêutico.

sábado, 18 de julho de 2015

Avaliação das equipes sobre o apresentação o que é ser um bom professor?

Olá pessoas,

Como comentamos na última postagem, vem mais informações sobre o livro "O bom professor e sua prática", de Maria Isabel da Cunha.



Ainda na  aula do dia 16/07, além da nossa apresentação, as outras equipes também nos mostraram as suas concepções do o que é ser um bom professor? 

 Mas agora, a pedidos da nossa professora Verinha, vamos relatar um pequeno comentário sobre outras equipes, lembrando que todas as equipes tiveram ótimo desempenho em nos mostrar as diferentes concepções do bom professor.

Nós felicitamos a equipe Enxame de ideias, pela abordagem de trazer uma convidada, uma professora, para contar um pouco de sua prática pedagógica e contar um pouco da sua trajetória até se tornar uma boa professora. Assim como a prática, a história de vida, como relata Cunha é de suma importância para se tornar um bom professor.  

Nós felicitamos a equipe Colcha Pedagógica, pela a escolha interessante e criativa de questionar os alunos do ensino fundamental, por meio do desenho, para mostrar aos colegas de classe as diversas concepções que  as crianças têm  do bom professor.

Nós felicitamos a equipe Pé na Estrada, pela a inciativa interessante de entrevistar não só as pessoas ligadas ao âmbito educacional, mas também, aqueles que já passaram por ela e hoje estão em outra áreas do saber, apesar do problema técnico com vídeo, a ideia central da apresentação foi executada. 

 Nós felicitamos a equipe  Educando, pela a escolha de entrevistar personalidades importantes da Unesp-Bauru e também pela a entrevista interessante feita com adolescentes, revelando as diferentes concepções do bom professor para os jovens.

Nós felicitamos a equipe Mão na massa, por demostrar não só o que é ser o bom professor, mas também, os professores que marcaram as integrantes de um modo negativo. Todavia também contaram com problemas técnicos na apresentação, mas nada que prejudica-se gravemente a apresentação.

Até mais.

Estiveram presentes na aula todas as integrantes.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Apresentação: O que é ser um bom professor?

Olá, 


Lembram-se que falamos do livro O bom professor e sua prática, de Maria Isabel da Cunha? 


Então aula do dia 16/07, apresentamos nossa concepção do que é ser um bom professor? 


A equipe Eu passarinho, adorou a ideia de elaborar uma apresentação com essa proposta. Então resolvemos por a mão na massa.
Para a presentação resolvemos falar um pouco das nossas memórias do que era ser um bom professor, cada integrante relatou sua experiência, sua concepção sobre o tema. Mas uma coisa, muito legal aconteceu, assim como no livro, quando Cunha diz que para ser um bom professor, "teve algum professor como fonte de inspiração para se tornar no professor que é hoje" em alguns dos relatos, percebemos que tivemos influências dos nossos antigos educadores.

Mas como já comentei resolvemos colocar a mão na massa, para isso "fabricamos" uma receita do bom professor, que podem conferir na imagem aqui:




E como toda receita tem um resultado saboroso, presenteamos a turma com bolo, para simular o resultado dessa nossa receita.


Mas ainda temos mais postagens sobre o livro e apresentação. :)





 Estavam presentes na aula:  Beatriz Carrara (Maritaca) Giovana Facioli (Beija-Flor) Karla Rosa Polo (Pica pau) Leticia Sobrinho ( Calopsita) Laura Gonçalves (Andorinha) Laura Croce (Arara azul) Maria Eduardo Castro (Bem-te-vi)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O que é a Interdisciplinaridade?


De acordo com a proposta da aula do dia 02 de julho, foi feita a leitura conjunta do texto:
 "Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade na formação de professores" 
(Ivani Catarina Arantes Fazenda - PUCSP)


 A  partir de então, elaborada individualmente uma sentença sobre o que é interdisciplinaridade para cada um.



Pica Pau (Karla Polo)

"Interdisciplinaridade é a integração dos conteúdos de uma disciplina com outras áreas do conhecimento."

Andorinha (Laura Gonçalvez)

"Interdisciplinaridade é a interação entre disciplinas distintas."



Calopsita (Letícia Sobrinho)

"A interdisciplinaridade é a junção de duas ou mais disciplinas que relacionam seus conteúdos para aprofundar o conhecimento e levar dinâmica ao ensino."



Maritaca (Beatriz Carrara)

"Interdisciplinaridade é quando se consegue conectar, de alguma forma, vários conteúdos escolares em um mesmo assunto, mostrando ao aluno, que tudo tem relação."



  Bem-te-vi (Maria Educarda Castro)

"Interdisciplinaridade é a forma como se desenvolve um trabalho de integração dos conteúdos de uma disciplina com outras áreas de conhecimento que busquem ações disciplinares de interesse comum. Esta interação é uma maneira complementar ou suplementar que possibilita a formulação de um saber crítico-reflexivo, saber esse que deve ser valorizado cada vez no processo de ensino-aprendizagem. Proporcionando assim um diálogo entre estas disciplinas, para a compreensão da realidade."


Beija-flor (Giovana Facioli)

"Um aprendizado diferenciado, complexo e globalizado. Essas são as características do que é ensinado pelo professor que utiliza da interdisciplinaridade para transmitir os mais diversos conteúdos aos alunos, esse uso é muito importante pois permite que ocorra a integração dos conhecimentos sobre um determinado assunto e os outros saberes tão importantes que podem ser relacionados."


Arara azul (Laura Croce)

"Mais do que apenas uma junção de  conteúdos, a interdisciplinaridade é uma atitude de ousadia para com o conhecimento, suas relações e distinções, que instiga  uma constante busca. Possibilitando a qualidade da função da escola, que é proporcionar  uma visão de mundo integral, apontada por Nílson José Machado."

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Plano de Aula

Desenvolvido em sala e aula de acordo com uma das propostas da aula do dia 02 de julho


Curso: Dança Lazer Educação

Conteúdo do plano mensal: Influência das danças africanas nas danças brasileiras

Turma: terceiro ano do Ensino Fundamental

Objetivos: Ampliação da noção histórica da vinda dos africanos para o Brasil;
noção geral de alguns aspectos constituintes das culturas africanas;
instigar a reflexão sobre os preconceitos em geral e os específicos gerados na relação entre África e Europa;
ampliação da noção geral e alguns aspectos culturais e de algumas danças, resultantes da miscigenação entre África e Brasil.

Porque: Para integrar os componentes que constituem a identidade de cada aluno como base para a construção de um olhar crítico e ativo em relação às suas ações e direitos.

Como: Por meio de videos explicativos e demonstrativos, livros ilustrados a respeito, músicas e exposição. Contando a história verdadeira sobre a vinda dos africanos e sua cultura para o país.
Em formato de aula teórica iniciando a execução do plano mensal que se desenvolverá com aulas práticas de danças típicas africanas expressivas no Brasil como Jongo, o Maracatu e o Coco de Roda, como exemplificam e apresentam muito bem os videos a baixo!


 a beleza da diversidade étnica! 


Maracatu



Jongo



Coco de Roda

terça-feira, 14 de julho de 2015

Aula dia 02\07

Elaboração de um plano de aula 

Projeto de identidade: 

Educação Infantil/ Pré-escola
Faixa etária 5 anos

Conteúdos :

Escrita do Nome, Nomes Próprios, Alfabeto. 

Objetivos:

  • Compreender que o nome é uma propriedade e tem histórias iniciadas por pessoas queridas.
  • Identificar a origem do nome
  • Despertar a curiosidade sobre a história do nome.
  • Desenvolver habilidades motoras através de recorte e colagem;
  • Estimular o desenvolvimento da oralidade através de roda de conversa;

Procedimentos:

Acolhida:

Dinâmica do Abraço.
Entregar a cada estudante uma bexiga contendo o nome de um de seus colegas.
Deixar que brinquem livremente com as bexigas no ar.
Pedir que cada um na sua vez estoure a bexiga , leia o nome de seu colega ( o professor pode ler ) e abrace-o desejando bom dia.

1º Momento:

Como tarefa de casa pedir para que as crianças perguntarem aos pais a história do seu nome ( nome da criança), e sobrenome.

2º Momento:

Em sala aula, pedir que cada aluno conte a sala a história do seu nome.

3º Momento

Entregar as crianças um alfabeto de EVA e pedir para que cada um separe as letras de seu nome. Após isso juntamente com o professor, as crianças vão procurar em revistas e jornais as letras correspondentes ao seu nome e sobrenome. 


Recursos: revistas, jornais, quadro, giz, bexigas.


Avaliação: Durante a aula serão considerados  todos os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, bem como suas capacidades e habilidades demonstradas na construção da história do nome .

Finalizar com a música

Gente Tem Sobrenome

Composição: Toquinho / Elifas Andreato


Todas as coisas têm nome,
Casa, janela e jardim.
Coisas não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Todas as flores têm nome:
Rosa, camélia e jasmim.
Flores não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
O Jô é Soares, Caetano é Veloso,
O Ary foi Barroso também.
Entre os que são Jorge
Tem um Jorge Amado
E um outro que é o Jorge Ben.
Quem tem apelido,
Dedé, Zacharias, Mussum e a Fafá de Belém.
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.
Todo brinquedo tem nome:
Bola, boneca e patins.
Brinquedos não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Coisas gostosas têm nome:
Bolo, mingau e pudim.
Doces não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Renato é Aragão, o que faz confusão,
Carlitos é o Charles Chaplin.
E tem o Vinícius, que era de Moraes,
E o Tom Brasileiro é Jobim.
Quem tem apelido, Zico, Maguila, Xuxa,
Pelé e He-man.
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.


Estavam presentes na aula:  Beatriz Carrara (Maritaca) Giovana Facioli (Beija-Flor) Karla Rosa Polo (Pica pau) Leticia Sobrinho ( Calopsita) Laura Gonçalves (Andorinha) Laura Croce (Arara azul) Maria Eduardo Castro (Bem-te-vi)

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Bom professor e sua prática


O Bom professor e sua prática é um livro que fala de um estudo feito pela autora juntamente com professores que atuam na rede de ensino médio e superior.
O professor dentro da sala de aula é um transmissor de conhecimento. No qual muitos fatores são favoráveis e primordiais para a formação de um docente, e a boa formação define como esse irá atuar em sala e se sua atuação é de qualidade ou não, a ponto de atingir pleno aproveitamento de ensino.
Alguns fatores influenciam no desenvolvimento do professor, um deles é o financeiro e as condições em que eles se formaram. A autora também nos mostra que o professor as vezes busca o individualismo deixando de lado a coletividade, o levando muitas vezes a falhar em sua didática. Se tornando um professor que sempre está estagnado.Os alunos se espelham em seus professores e querem ser como eles, assim como um dia eles se espelharam em outros. E esse fator é de extrema importância para a formação de um bom professor. O docente que desperta o interesse em seus alunos, fazendo com que eles participem expondo seu pensamento crítico, faz com que o conhecimento seja adquirido mais claramente, tornando essa tarefa eficaz e com isso o professor se sente gratificado com sua relação com seus alunos.

Claro que não existe receita para o bom professor, mas todos os assuntos que foram abordados no livro são importantes para definir a boa atuação docente em sala de aula.
Creio que muitos atributos fazem parte do papel do professor, sendo que seu conceito tem valores e que há uma necessidade de se construir uma nova idéia de professor, sabendo-se que a educação necessita de melhorias.
A autora citou que muitos profissionais se interessam somente em seu retorno salarial, e um professor nesse perfil irá dar sua aula sem vontade, cumprirá com o currículo escolar e conteúdo programático sem se preocupar se o aluno está aprendendo e assimilando a matéria. Mas claro que há aqueles que dão aula com prazer sem se importar se seu ganho está a altura ou não de seu nível de graduação.
Maria Isabel da Cunha diz que: “O conhecimento do professor é construído no seu próprio cotidiano. A sua participação em movimentos sociais, religiosos, sindicais e  e comunitários pode ter mais influência no cotidiano do professor que a própria formação docente que ele recebeu academicamente”. (O bom professor e sua prática, p. 39).
Concordo que o professor é um ser humano como qualquer outro e está inserido em uma sociedade cheia de crenças e valores. O dia-a-dia influencia na vida do professor, sendo que a generalização da sua função e sua individualidade quando entram em conflito convertem em mudanças em suas atitudes.
Sabe-se que os melhores professores são aqueles que cobram dos alunos participação, exigem o desenvolvimento do pensamento crítico e não aqueles bonzinhos que dão tudo de “mão beijada” aos seus alunos. O bom professor domina a matéria, sabe o conteúdo e o repassa aos seus alunos de forma clara e precisa, demonstrando as diversas habilidades que um bom profissional deve ter em sala de aula.
A autora abordou o assunto de forma simples, objetiva e linguagem correta par seu público leitor, a pesquisa realizada é valorativa para a educação, é necessário identificar o bom professor, sendo ele aquele que nasceu com o dom de lecionar ou adquiriu amor e prazer com as experiências vividas em sala. Mas claro que os ditos “maus professores” estão a solta e que muito pouco pode-se fazer para mudá-los.

As idéias contidas na obra são originais e atuais, pois esse é um assunto que traz contribuição para a educação brasileira, já que hoje sofre muitos problemas tanto na falta de recursos quanto em professores mau preparados.
A escola tem entre outras, uma função social e realmente fica complicado os professores se comprometerem, pois a escola está inserida na sociedade e tem 
seus interesse sociais e políticos e igualmente o professor que exerce sua cidadania influencia no ensino e na aprendizagem, levando em consideração o descaso do governo com a educação fica difícil se comprometer com os problemas educacionais.
Contudo,o livro tem seus méritos, a autora foi feliz em sua pesquisa que foi bem explanada, levantando fatores importantes e relevantes para a formação do bom professor.
Essa obra deve ser dirigida aos estudantes de pedagogia e os demais cursos de licenciaturas, e obviamente professores que atuam na rede de ensino tanto Municipal, Estadual como Federal, para que as experiências relatadas possam servir como espelho para nossos educadores e para que repensemos a educação atual.

Assim para finalizar:

a) Como a autora define um bom professor?

Como a autora pode nos demonstrar, um bom professor é aquele que se dedicaao seu trabalho, além de gostar muito do que se faz. Quando o profissional tem satisfação no que faz, ele desempenha melhor suas funções, porque ele na verdade esta fazendo o que mais gosta, acabandopor fazê-lo o mais perfeito possível. O bom professor busca estar constantemente se atualizando, a fim de se preparar para questões colocadas pela turma e incentivar a participação dos alunos em salade aula. Um professor motivado pode fazer com que todos os alunos possam gostar de estar em sala de aula para aprender. Esse é o bom professor, rigoroso, mas não autoritário, que tem domínio da aulae respeito dos alunos por consideração, estima e, principalmente, pelo trabalho que desenvolve.

b) Quais as origens do bom professor?

Não existe, segundo a pesquisa, uma origem específica dos bons professores. Em geral, percebe-se pela fala dos mesmos que o estudo sempre fora tratado como algo de expressiva importância durante as suas vidas e que isso vem da própria origem deles. Isso,certamente, influenciou na formação do bom professor. Mas outros fatores também, como a experiência positiva com seus próprios professores, o prazer em ensinar, as influências familiares e sociais, entreoutros aspectos podem ser citados como elementos presentes na origem do bom professor. Ratificando, entretanto, que não são todos esses elementos regra para a origem do bom professor.

c) Quais os métodos do bom professor?

Os métodos de ensino adotados pelos bons professores incluem, de uma forma geral, uma postura aberta para a discussão dos conteúdos. Esse movimento em sala leva a construção do aprendizado de forma compartilhada, o que se configura como uma forma melhor de se aprender quando comparada, por exemplo, a mera memorização de conceitos ou aceitação ingênua dos conteúdos passados.