sábado, 21 de fevereiro de 2015

Abortar não é um crime, criminalizar uma mulher por aborto, sim!

“...Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente” João 10:10


Vida plena. Quais as condições básicas para uma vida ser plena?
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, promulgada em 5 de outubro de 1988, assegura diversos direitos básicos de todos os seres humanos; entre eles direitos à vida, à propriedade, liberdades de pensamento, de expressão, de crença, direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social, à moradia, à distribuição de renda, direito à paz, direito ao progresso, entre muitos outros.
 A Declaração Universal dos Direitos do Homem, em seu primeiro artigo, determina que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”  Portanto a dignidade e a plenitude de uma vida ocorre quando todos seus direitos são respeitados e válidos.
A cada dois dias, uma brasileira (pobre) morre por aborto inseguro, aborto este, que é a quinta causa de morte materna no país. Tais mortes acontecem pois o direito primordial e soberano da mulher em decidir uma questão que se refere ao seu próprio corpo é desrespeitado. Os chamados “pró-vida” acreditam que abortar é ser contra à vida. Mas a vida de quem estão referindo-se?
Milhares de mulheres morrem todos os dias em abortos clandestinos, assim fica claro que a lei proibitiva do aborto não têm impedido que as mulheres abortem mas tem se mostrado muito eficaz para matar tais mulheres. Mulheres essas, em sua maioria pobres, pois as ricas abortam em clinicas particulares. Esta é uma decisão pessoal, que não cabe a ninguém mais, além da própria mulher, decidir se quer levar uma gravidez adiante. Não há princípios morais ou filosóficos que justifiquem o sofrimento e morte de tantas meninas e mães de famílias de baixa renda no Brasil. É fácil proibir o abortamento, quando quem está morrendo são as filhas dos outros.  
As pessoas entendem mal essa questão do aborto. Não existe a favor ou contra. Todos são contra esse tipo de solução, principalmente os milhões de mulheres que se submetem a ela anualmente por não enxergarem alternativa. É lógico que o ideal seria instruí-las para jamais engravidarem sem desejá-lo, mas a natureza humana é mais complexa: até médicas ginecologistas ficam grávidas sem querer. O ginecologista e obstetra Oswaldo Queiroz, diz: “. Em 18 anos trabalhando com isso, eu nunca conheci uma mulher que quisesse abortar. Elas abortam porque estão desesperadas, porque não sabem usar os métodos, não têm orientação, muitas vezes quando o companheiro sabe que a mulher engravidou, o ‘couro come’, ela apanha de verdade. Não há uma que não chore quando tudo termina. Não é uma situação agradável para elas” 


Assim, descriminalizar o aborto é algo que nem deveria ser tema de discussão. Aborto é um direito conquistado pela mulheres, ponto final. Ninguém tem o direito de forçar uma mulher a uma gravidez indesejada. Abortar não é um crime, criminalizar uma mulher por aborto, sim!



*Nota

Existe uma proposta de projeto de lei que legaliza o aborto no Brasil, resultante do trabalho da Comissão Tripartite, elaborado em 2005, sob coordenação da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM). Esta Comissão foi instalada pelo Governo Federal para responder à deliberação da I Conferência Nacional de Políticas para Mulheres (CNPM), deliberação esta que foi reafirmada na II CNPM, eventos que juntos reuniram mais de 200 mil mulheres nos anos de 2004 e 2007.

De acordo com esta proposta, o aborto será legal se realizado sempre por livre decisão da mulher e nas seguintes condições:

realizado até a 12ª semana de gestação (quando o feto ainda não possui atividade cerebral);
realizado até a 20ª semana de gravidez, quando a gravidez decorre de violência sexual;
realizado a qualquer momento, em casos de grave risco para a vida da mulher gestante.

domingo, 8 de fevereiro de 2015



ESSA MATÉRIA, FAZ PARTE DE UMA SÉRIE DE REPORTAGENS APRESENTADAS NO JORNAL NACIONAL, QUE APRESENTAM A SITUAÇÃO DOS PROFESSORES NO BRASIL.



Destacamos das reportagens a dificuldade da profissão e a desvalorização da educação:

  1. baixo salário, o que desvaloriza e desmotiva alguns a seguir tal profissão
  2. Jornadas extensas, muitas vezes em mais de uma escola
  3. Falta de recursos para o trabalho em sala de aula
  4. Falta de incentivo a licenciatura, isso desde a faculdade, onde muitas vezes estágios mal elaborados ou até mesmo a falta de estágios, desmotiva os estudantes 
Destacamos como ponto gravíssimo:

  • A atuação de professores despreparados, muitas vezes com uma formação precária e incompleta, em algumas escolas, professores assumem salas sem tem completado a licenciatura e muitas vezes sem o curso superior.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Eu não mereço ser estuprada


O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão vinculado ao Governo Federal, realizou uma pesquisa sobre o estupro, e de acordo com o instituto 65% dos entrevistados (homens e mulheres) concordaram em que mulher que exibe seu corpo, usando roupas curtas e/ou decotadas, "merece ser atacada". As pesquisas exibem o perfil das vitimas, 89% são do sexo feminino e possuem, em geral, baixa escolaridade, do total, 70% são crianças e adolescentes. Em 50% dos casos, segundo o Ipea nas ocorrências envolvendo menores, há no histórico estupros e abusos anteriores. 


As consequências psicológicas para essas crianças são devastadoras, uma vez que o processo de formação da autoestima é afetado e fica comprometido.Além disso, no geral problemas físicos, doenças e gravidezes são consequências incalculáveis. Essa pesquisa só reafirma a ideologia patriarcal e machista que coloca a mulher como objeto de desejo e propriedade. Pensamento este, que
está enraizado em nossa sociedade desde a colonização, com os abusos cometidos pelos Europeus as nativas e africanas.

Em uma campanha contra o estupro, uma jornalista ao criar a "hashtag" "#eunãomereçoserestuprada", gerou uma polêmica no país, pois ao invés de ser totalmente apoiada, recebeu inúmeras criticas de homens e mulheres que alegavam que segurar um cartaz em frente aos seios desnudos é incitam e provocar um homem, reafirmando assim o resultado da pesquisa.Propagandas de cerveja, programas de humor ,políticos e artistas formadores de opinião também colaboram de forma camuflada com essa cultura, quando colocam "encoxadores" de metro, como seres inofensivos, em quadro exibido no programa "Zorra total" da Rede Globo, por exemplo.

Claro que, esse não é um problema exclusivo do Brasil, mas nós como cidadãos desse país temos como dever lutar e buscar o fim desse pensamento, que leva á 15 mortes de mulheres por dia. É necessário o fim da hipocrisia- inclusive do governo- e ações para resolver esse problema.Programas de incentivo midiático do tema, uma reforma na educação e, principalmente pelo combate à impunidade devem ser instaurados.E assim, como disse Simone de Beauvior, feminista e filosofa "“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

" Somos todos iguais braços dados ou não"

A desigualdade social é uma realidade na sociedade em que vivemos. O abismo que existe entre pobres e ricos é imenso, e o preconceito, é tao comum e rotineiro que muitas vezes passa despercebido.
Brasil, país da América do Sul colonizado por europeus, habitado por índios e povoado por negros.Assim de onde vem tanto preconceito?Se somos um povo tão miscigenado, da onde surge essa desigualdade?
Edgar Morin em seu livro " Os sete saberes necessários a educação do futuro" , ressalta um questão muito importante, a falta de identidade terrena.A conscientização de que todos os seres humanos são iguais e estão unidos na mesma comunidade de destino planetário, é o princípio inicial para a melhora da convivência terrestre.
Mas em que sentido somos todos iguais, se somos tão diferentes?
Nós somos todos iguais, no sentido de que somos todos os mesmos, seres humanos, pois se não houvesse essa igualdade seríamos incapazes de compreender uns aos outros. E somos diferentes no sentido de que cada um, difere do outro, em aspectos físicos, emocionais, culturais etc. Assim ninguém é exatamente igual a alguém que exista, ou tenha existido.
Dessa forma, é muito importante compreendermos as diferenças, pois o preconceito surge do medo do desconhecido, assim, ensinar a diversidade humana é fundamental para diminuir a desigualdade social. Desmistificar o conceito de que uma raça é superior a outra, ensinar o homem a pensar para a totalidade e não de forma fragmentada, proporciona uma visão mais densa e crítica da realidade humana.
E qual o caminho para essa compreensão?


A educação!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014