No dia 20/10 é uma aula diferente, já falamos um pouquinho dela aqui no blog é uma aula teórico-prática.
Nela realizaremos a leitura do livro "Criança que brinca mais aprende mais/ A importância da atividade Lúdica para o desenvolvimento cognitivo infantil"- Denise Pozas, em casa.
Onde a autora tenta responder as indagações: Será que criança que brinca mais aprende mais? E que tipo de atividade/brincadeira favorece essa aprendizagem?
E uma curiosidade sobre países que já resolveram adotar a brincadeira como ensino.
Uma matéria bem legal sobre a Finlândia e o seu novo método na Educação Infantil. Intitulada" Educação infantil: chega de números e letras. Na Finlândia, as crianças aprendem somente a brincar e a ser feliz."
Estavam presentes na aula:Beatriz Carrara (Maritaca) Giovana Facioli (Beija-Flor) Karla Rosa Polo (Pica pau) Leticia Sobrinho ( Calopsita) Laura Gonçalves (Andorinha) Laura Croce (Arara azul) Maria Eduarda Castro (Bem-te-vi)
Na aula do dia 13 de outubro, como já vimos aqui no blog, estávamos realizando apresentações dos documentos oficiais, assim usamos o comecinho da aula para dar continuidade nas exposições e finda-las.
Logo depois realizamos a leitura do terceiro capitulo do livro"Aprender e ensinar" de Eulàlia Basseadas, Teresa Huguet e Isabel Solé. Que se refere ao planejamento e a organização da Educação Infantil. ( Uma ótima referência para quem tiver interesse de como "funciona" EI).
E como sempre temos uma rotina, na aula, ouvimos a música "Normal é ser diferente" Grandes Pequeninos.
" Você não é igual a mim e eu não sou igual a você, mas nada disso importa, pois a gente se gosta"
E uma poesia que em breve a Laura Croce (Arara-Azul) ira postar
Até mais.
Estavam presentes na aula:Beatriz Carrara (Maritaca), Laura Croce (Arara azul), Giovana Facioli (Beija-Flor) Karla Rosa Polo (Pica pau) Leticia Sobrinho ( Calopsita) Laura Gonçalves (Andorinha)
Na ultima aula, nós da equipe eu passarinho apresentamos pra sala um pouco mais sobre o Referencial Curricular Nacional.
O vídeo abaixo explica o surgimento do RCN
Nós da Equipe eu passarinho selecionamos assuntos dos 3 volumes do referencial para abordar, visando o conhecimento parcial do que cada volume trata.
Volume 1
O primeiro, intitulado Introdução, traz reflexões sobre creches e pré-escolas brasileiras, infância, educação e profissionalização, além do referencial teórico que sustenta a obra.
PARCERIA COM AS FAMÍLIAS
As características da faixa etária
das crianças atendidas, bem como as necessidades atuais de construção de uma
sociedade mais democrática e pluralista apontam para a importância de uma
atenção especial com a relação entre as instituições e as famílias. Constata-se
em muitas instituições que estas relações têm sido conflituosas, baseadas numa
concepção equivocada de que as famílias dificultam o processo de socialização e
de aprendizagem das crianças. No caso das famílias de baixa renda, por serem
consideradas como portadoras de carências de toda ordem. No caso das famílias
de maior poder aquisitivo, a crítica incide na relação afetiva estabelecida com
as crianças. Esta concepção traduz um preconceito que gera ações
discriminatórias, impedindo o diálogo. Muitas instituições que agem em função
deste tipo de preconceito têm procurado implantar programas que visam a
instruir as famílias, especialmente as mães, sobre como educar e criar seus
filhos dentro de um padrão preestabelecido e considerado adequado. Essa ação,
em geral moralizadora, tem por base o modelo de família idealizada e tem sido
responsável muito mais por um afastamento das duas instituições do que por um
trabalho conjunto em prol da educação das crianças. Visões mais atualizadas
sobre a instituição familiar propõem que se rejeite a idéia de que exista um
único modelo. Enfoques teóricos mais recentes procuram entender a família como uma criação humana mutável, sujeita a determinações culturais e históricas
que se constitui tanto em espaço de solidariedade, afeto e segurança como em
campo de conflitos, lutas e disputa. A valorização e o conhecimento das
características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que compõem a
nossa sociedade, e a crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes
indicam que, novos caminhos devem ser trilhados na relação entre as
instituições de educação infantil e as famílias.
Respeito aos vários tipos de estrutura familiares
O RCN no seu primeiro volume tem enfoque sobre a introdução
de como organizar, planejar a educação infantil e seu respectivo embasamento
entre o cuidar e o educar.
Em seus diferentes assuntos tratados o documento nos trás a
temática sobre “Respeito aos vários tipos de estrutura familiares”.
Independente das organizações sociais pela qual as famílias pertencem elas
formam-se nas mais diversificadas maneiras.
O documento nos mostra que teóricos mais recentes que
pesquisam sobres à diversidade da estruturação familiar, dizem que a “família é
como uma criação humana mutável sujeita a determinações culturais e históricas,
que se constituem tanto no espaço solidariedade, afeto e segurança como em de
conflitos, lutas e disputas.
As famílias não se configuram apenas no modelo de “família
núcleo” que é constituída pelo pai, mãe e filhos, mas proliferam hoje as famílias monoparentais, famílias que
reconstituíram por meio de novos casamentos e possuem filhos advindos dessa
relações. Famílias extensas de várias gerações ligadas por parentescos diversos.
Assim não havendo limites para arranjos
familiares na atualidade.
Também é importante ressaltar que o documento foi escrito na
década de noventa e já tinha essa visão sobre não existir um modelo único
familiar. Trás também como parâmetro a
ser respeitado as famílias cujo um dos pais sejam alcoólatras, Pais e mães
separados, com “problemas familiares”, que muitas vezes resultam na exclusão da
criança por meio da instituição de ensino, professores e os próprios colegas de
sala.
O Rnc não comenta das famílias homossexuais,
porem acreditamos que o respeito é o mesmo e família como próprio documento
ressalta “na atualidade parece não haver
limites para arranjos familiares”
O documento nos trás a
reflexão que família não pode ser
distinguida ou adjetivada família é família.
Volume 2
O segundo volume intitula-se “Formação pessoal e social” e trata dos processos de construção da identidade e autonomia das crianças.
INDEPENDÊNCIA E AUTONOMIA
Segundo o documento, o que se recomenda para o dia-a-dia é a atenção
permanente à questão da independência e autonomia. O exercício da cidadania é um
processo que se inicia desde a infância, quando se oferecem às crianças oportunidades de
escolha e de autogoverno. Tradicionalmente, as instituições escolares associam disciplina a silêncio e vêem a
conversa como sinônimo de bagunça, indisciplina, entretanto, essa expectativa é incompatível com um projeto educativo que valoriza a
criança independente, que toma iniciativas e que coordena sua ação com a de outros.
Para favorecer o desenvolvimento da autonomia é necessário que o professor
compreenda os modos próprios de as crianças se relacionarem, agirem, sentirem, pensarem
e construírem conhecimentos.
AUTO ESTIMA
A auto-estima que a criança aos poucos desenvolve é, em grande parte, interiorização
da estima que se tem por ela e da confiança da qual é alvo. Disso resulta a necessidade de
o adulto confiar e acreditar na capacidade de todas as crianças com as quais trabalha.
O processo de construção da autoconfiança envolve avanços e retrocessos. As crianças
podem fazer birra diante de frustrações, demonstrar sentimentos como vergonha e medo
ou ter pesadelos, necessitando de apoio e compreensão dos pais e professores. O adulto
deve ter em relação a elas uma atitude continente, apoiando-as e controlando-as de forma
flexível, porém segura.
SEXUALIDADE
A sexualidade na infância é algo que deve ser trabalhada na Educação Infantil de forma muito natural, uma vez que todo mundo tem sexualidade. A criança passa por várias fases de desenvolvimento da sua sexualidade, descobrindo o prazer no próprio corpo ao longo de seu desenvolvimento.
É de extrema importância que o adulto saiba agir frente à uma situação que envolva a sexualidade da criança, nunca reagir de forma negativa, como se aquilo fosse errado, afinal, é algo natural que todos temos, portanto, cabe ao adulto a orientação adequada à criança.
Outro assunto importante em relação à sexualidade que deve ser trabalhado na Educação Infantil de acordo com o RCNEI é a questão de gênero, ou seja, não estipular "coisas de menino e coisas de menina", "cores de menino e cores de menina", entre outros, uma vez que cabe à cada um como ser humano saber o que ele (a) é, portanto, é muito importante que o professor deixe tudo muito neutro para que aluno nenhum sinta-se desconfortável frente à alguma situação.
LINGUAGEM
Volume 3
O terceiro volume, com o título “Conhecimento de Mundo”, traz seis documentos, cada qual relacionado aos sub-eixos de trabalho: Movimento, Música, Artes visuais, Linguagem oral e escrita, Natureza e sociedade e Matemática.
MÚSICA
É evidentemente a importância do aprendizado da música na educação infantil. Desde a Grécia antiga a música é tida como componente fundamental para a formação do cidadão. Deve ser trabalhado o uso de diversos instrumentos e sons com as crianças, assim será trabalhado também o desenvolvimento mecânico da criança. A música envolve a expressão, juntamente com o ritmo e a melodia; o que possibilita que hábitos importantes sejam estimulados e adquiridos como higiene , além da possibilidade de trabalhar letras, números e outros conteúdos por meio da música. É importante também estudar o silêncio que valorizar o som; cria expectativa é tambem é um tipo de música.
Apreciação musical constitui-se na audição e interação com diversas músicas. Com crianças de 0 a 3 anos, tal prática deve estar articulada à escuta de variadas obras musicais, integradas intencionalmente às atividades cotidianas da criança e com repertório reduzido e reproduzido por tempo limitado e determinado. O repertório deverá apresentar obras que estimulem os movimentos corporais da criança, já que nessa faixa etária, escutar é também movimentar-se. Com crianças de 4 a 6 anos, o trabalho com a audição poderá ser mais detalhado, como por exemplo, trabalhar os instrumentos utilizados na obra, os tipos de profissionais e os gêneros musicais, uma vez que amplia-se a capacidade de atenção e concentração das crianças. As obras não devem limitar-se por conteúdos tidos como infantis, que muitas vezes é estereotipado ou inadequado. Há, também, a possibilidade de utilizar-se das obras para o estudo da história e cultura da qual a obra é pertencente.
Finalmente nossa primeira aula de Prática de ensino na Educação Infantil.
Estamos bem empolgadas para colocar a mão na massa, na aula passada, conhecemos o nosso cromograma e já vamos avisando que virá muitas novidades legais aqui no blog.
Para dar inicio as atividades, começaremos assistindo um vídeo, bem interessante sobre a invenção da infância.
Da uma olhadinha no trailer é só da play.
Vamos deixar aqui o link, que poderão assistir o filme inteiro:
Estavam presentes na aula:Beatriz Carrara (Maritaca) Giovana Facioli (Beija-Flor) Karla Rosa Polo (Pica pau) Leticia Sobrinho ( Calopsita) Laura Gonçalves (Andorinha) Laura Croce (Arara azul) Maria Eduarda Castro (Bem-te-vi)
Hoje nós da equipe Eu passarinho, temos uma novidade para falar para vocês.
Estamos retornando as atividades no blog, então se liguem porque toda a semana tem uma postagem nova rs.
Mas não é só por isso, o semestre passado as postagem do blog estavam direcionada a Didática e esse semestre vamos embarcar no maravilhar mundo que é a Educação Infantil.
Que tal vocês pegarem um lugar nesse novo passeio ao conhecimento?
Para isso vamos dar inicio as postagem com uma música bem legal, da Palavra Cantada, que pode ser trabalhada na Educação Infantil.
É comum ouvir de muitos professores, que um aluno não aprende porque vem de uma família desestruturada. Essa afirmação, além de preconceituosa é errônea. Pais separados, casais homossexuais, mães solteiras, avós responsáveis por netos e tantas outras configurações familiares têm plenas condições de obter sucesso na Educação de crianças e jovens sob sua responsabilidade. Pensando nisso, nós da equipe Eu Passarinho, trazemos a vocês "Projeto de Estrutura Familiar", para ajudar nossos alunos a entender melhor as diferentes estruturas familiares, e para além disso, estabelecer uma relação positiva com os pais e responsáveis.
Projeto
Estrutura Familiar
Projeto: conjuntos de atividades que trabalham com
conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho que
se organizam ao redor de um problema para resolver ou um produto final que se
quer obter. Sua característica principal é a visibilidade final do produto.
Objetivos:
Ajudar os alunos e pais a lidar com a diversidade das
relações familiares e, principalmente, dar apoio para famílias com uma formação
diferente.
Trabalhar a questão da diversidade diariamente em sala de
aula.
Estimular o respeito às diferenças.
Tempo estimado: 1
semestre
Desenvolvimento
1ª etapa- Trabalhar o assunto com a família
Verificar a possibilidade da escola oferecer uma palestra
para falar sobre os novos arranjos familiares. Utilizar-se também da reunião de
pais para fazer uma roda de conversa sobre o assunto, aproveitando, se o clima
da conversa for de respeito à diversidade, para mostrar os tipos de família que
existem na escola.
Já com os alunos pequenos, a melhor maneira é apresentar
o assunto de forma natural e sem muitos detalhes. A criança consegue
compreender que ele tem um pai e uma mãe, seu amigo tem dois pais, sua amiga
duas mães, o outro coleguinha é criado pela vó, compreendendo que existem
outras formas de família além da que ela participa.
Nesse momento pedir a cada criança que conte sobre sua família
(por quem ele é criado, quem mora em sua casa, se tem animais domésticos, quem
são seus avós, etc..)
Sugestão para o Pedagogo: Com cartolina e de forma lúdica
construir e deixar na parede da sala um cartaz que mostre a diversidade das
famílias presentes na sala de aula e na sociedade em geral.
3ºEtapa
Nesse momento o professor pode aproveitar para trabalhar
além da diversidade a estrutura familiar geral com o objetivo de fazer o aluno conhecer e reconhecer as diferentes relações
familiares; e desenvolver a compreensão da origem da vida humana relacionando-a
aos nossos ascendentes.
Apresentação da poesia “De mal, de bem...” da autora Evelyn Heine. A partir deste pequeno
texto poético que trata de uma forma divertida as relações familiares, explorar
com as crianças outros nomes de familiares, diferentes dos apresentados no
texto (pai, mãe, irmãos).
" De mal, de bem..."
“A família é como árvore
Que nasce de uma semente.
Ela cresce e se espalha
Pelo coração da gente.
Os irmãos às vezes brigam,
Pai e mãe se desentendem.
Mas depois todos se ligam:
Das ofensas se arrependem.”
5ª Etapa
Parte pratica-
Propor ao alunos a construção de uma arvore genealógica
Trabalhar com as crianças um modelo de árvore desenhada
em tamanho grande. Dentro da árvore
representar cada membro da família
Analise: Nesse momento pedir que as crianças procurem em
revistas figuras e criem uma árvore simbólica não necessariamente baseada em
sua família e sim no seu conceito de família. É importante lembrar que como se
trata de criança pequenas é o pedagogo que deverá realizar o recorte.
Em seguida, conversar sobre as diferentes famílias,
destacando as relações de parentesco entre os membros destas: avós e avôs;
pai; mãe; irmãos e irmãs, etc. A partir dessa atividade propor para as
crianças a realização de uma pesquisa com as famílias.
Pedir para que as crianças conversem com seus familiares
sobre suas origens e registrem na árvore genealógica por meio de fotos ou desenhos
os membros de sua família.
No final do semestre propor um momento de socialização da
pesquisa: cada criança deverá falar sobre sua árvore genealógica, destacando os
nomes de seus familiares, se tem convivência com todas essas pessoas, etc. Ao
final, organizar uma exposição, colocando todas as árvores genealógicas
penduradas em um galho seco de árvore para apreciação do grupo.
Importância do trabalho
A criança se torna protagonista no processo de aprender e
torna-se cidadã. Isto implica em dar-lhe voz, trata-la como alguém que não sabe
e é capaz de aprender. E isso é muito importante para que ela forme uma imagem
positiva de si mesma, condição que é fundamental para aprender qualquer coisa.
Ao trazer a sua história para a escola a criança deixa de ser anônima e passa a
ser alguém que tem identidade no grupo. Além disso possibilitamos que ela e
sinta parte da escola, e essa sensação de pertencimento é condição essencial
para a disciplina, pois de acordo com pesquisas a primeira causa desse da
indisciplina é o sentimento de exclusão.
E por fim fazer a criança e expressar oralmente é
condição essencial para devolver a inteligência, porque a palavra estabiliza um
sentido, organiza o mundo para aquele que passa a ver e conhecer a cultura
humana e a natureza; com ela amplia-se a memória, o conhecimento do mundo e o
controle do próprio comportamento.