segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Projeto Estrutura Familiar

É comum ouvir de muitos professores, que um aluno não aprende porque vem de uma família desestruturada. Essa afirmação, além de preconceituosa é errônea. Pais separados, casais homossexuais, mães solteiras, avós responsáveis por netos e tantas outras configurações familiares têm plenas condições de obter sucesso na Educação de crianças e jovens sob sua responsabilidade.
Pensando nisso, nós da equipe Eu Passarinho, trazemos a vocês "Projeto de E
strutura Familiar", para ajudar nossos alunos a entender melhor as diferentes estruturas familiares, e para além disso, estabelecer uma relação positiva com os pais e responsáveis.


Projeto Estrutura Familiar

Projeto: conjuntos de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor de um problema para resolver ou um produto final que se quer obter. Sua característica principal é a visibilidade final do produto.

Objetivos:

Ajudar os alunos e pais a lidar com a diversidade das relações familiares e, principalmente, dar apoio para famílias com uma formação diferente.
Trabalhar a questão da diversidade diariamente em sala de aula.
Estimular o respeito às diferenças.
 Tempo estimado: 1 semestre

Desenvolvimento

1ª etapa- Trabalhar o assunto com a família

Verificar a possibilidade da escola oferecer uma palestra para falar sobre os novos arranjos familiares. Utilizar-se também da reunião de pais para fazer uma roda de conversa sobre o assunto, aproveitando, se o clima da conversa for de respeito à diversidade, para mostrar os tipos de família que existem na escola.
Sugestão de leitura e estudo para o Pedagogo:
Diversidade e Capacitação em Escolas de Governo
Políticas públicas sobre diversidade sexual na educação
web3.ufes.br/ppgps/sites/web3.../Ariane%20Celestino%20Meireles_0.pdf

2 etapa- Roda de conversa

Já com os alunos pequenos, a melhor maneira é apresentar o assunto de forma natural e sem muitos detalhes. A criança consegue compreender que ele tem um pai e uma mãe, seu amigo tem dois pais, sua amiga duas mães, o outro coleguinha é criado pela vó, compreendendo que existem outras formas de família além da que ela participa.
Nesse momento pedir a cada criança que conte sobre sua família (por quem ele é criado, quem mora em sua casa, se tem animais domésticos, quem são seus avós, etc..)
Sugestão para o Pedagogo: Com cartolina e de forma lúdica construir e deixar na parede da sala um cartaz que mostre a diversidade das famílias presentes na sala de aula e na sociedade em geral.

3ºEtapa

Nesse momento o professor pode aproveitar para trabalhar além da diversidade a estrutura familiar geral com o objetivo de fazer o aluno conhecer e reconhecer as diferentes relações familiares; e desenvolver a compreensão da origem da vida humana relacionando-a aos nossos ascendentes.
Apresentação da poesia “De mal, de bem...” da autora Evelyn Heine. A partir deste pequeno texto poético que trata de uma forma divertida as relações familiares, explorar com as crianças outros nomes de familiares, diferentes dos apresentados no texto (pai, mãe, irmãos).

 " De mal, de bem..."
“A família é como árvore
Que nasce de uma semente.
Ela cresce e se espalha
Pelo coração da gente.

Os irmãos às vezes brigam,
Pai e mãe se desentendem.
Mas depois todos se ligam:
Das ofensas se arrependem.”

5ª Etapa

 Parte pratica- Propor ao alunos a construção de uma arvore genealógica
Trabalhar com as crianças um modelo de árvore desenhada em tamanho grande.  Dentro da árvore representar cada membro da família
Analise: Nesse momento pedir que as crianças procurem em revistas figuras e criem uma árvore simbólica não necessariamente baseada em sua família e sim no seu conceito de família. É importante lembrar que como se trata de criança pequenas é o pedagogo que deverá realizar o recorte.
Após essa primeira construção assistir ao vídeo EU, do grupo Palavra Cantada (disponível no endereço:http://www.youtube.com/watch?v=2cqcWHs7a_E) .
Em seguida, conversar sobre as diferentes famílias, destacando as relações de parentesco entre os membros destas: avós e avôs; pai; mãe; irmãos e irmãs, etc.  A partir dessa atividade propor para as crianças a realização de uma pesquisa com as famílias.  
Pedir para que as crianças conversem com seus familiares sobre suas origens e registrem na árvore genealógica por meio de fotos ou desenhos os membros de sua família.
No final do semestre propor um momento de socialização da pesquisa: cada criança deverá falar sobre sua árvore genealógica, destacando os nomes de seus familiares, se tem convivência com todas essas pessoas, etc. Ao final, organizar uma exposição, colocando todas as árvores genealógicas penduradas em um galho seco de árvore para apreciação do grupo.

Importância do trabalho

A criança se torna protagonista no processo de aprender e torna-se cidadã. Isto implica em dar-lhe voz, trata-la como alguém que não sabe e é capaz de aprender. E isso é muito importante para que ela forme uma imagem positiva de si mesma, condição que é fundamental para aprender qualquer coisa. Ao trazer a sua história para a escola a criança deixa de ser anônima e passa a ser alguém que tem identidade no grupo. Além disso possibilitamos que ela e sinta parte da escola, e essa sensação de pertencimento é condição essencial para a disciplina, pois de acordo com pesquisas a primeira causa desse da indisciplina é o sentimento de exclusão. 

E por fim fazer a criança e expressar oralmente é condição essencial para devolver a inteligência, porque a palavra estabiliza um sentido, organiza o mundo para aquele que passa a ver e conhecer a cultura humana e a natureza; com ela amplia-se a memória, o conhecimento do mundo e o controle do próprio comportamento. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

HORTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Olá pessoal 



Decidimos compartilhar com vocês hoje o trabalho que eu, Letícia, estagiária do PIBID da Ed. Infantil e membro da equipe Eu Passarinho venho trabalhando ao longo desse ano.O projeto que desenvolvi na escola Emei Leila Cassab do município de Bauru é sobre horta e, mais especificamente, horta de temperos. 
As atividades ligadas ao uso do solo, tais como plantar, podar, revolver a terra, não só constituem um bom desenvolvimento físico como representam uma forma de aprendizado saudável e criativo, permitindo que o aluno conquiste seu espaço, participando e acompanhando os ciclos e os processos naturais. Decidimos plantar mudas de temperos na horta, como manjericão, salvia, orégano etc, justamente por serem mudas pequenas, fáceis de cuidar e por terem cheiros fortes e desconhecidos pelas crianças.  Ao longo desse semestre, notamos muitas evoluções nas crianças em relação à horta. No começo, só havia interesse em mexer na terra e na água, porém, hoje, elas estão mais preocupadas em cuidar, regar, e acompanhar o crescimento das mudas a cada dia. Durante as atividades de sala de aula, buscamos sempre explicar o ciclo das plantas, o porquê de regar semanalmente e como poderíamos inserir esses temperos nas nossas refeições. 
Foram desenvolvidos, até agora, pela escola e pela comunidade, materiais para auxilio do cuidado à horta, como por exemplo regadores feitos de garrafa pet, e pneus restaurados e customizados para ser utilizado no lugar dos vasos convencionais.

Segue abaixo as fotos do projeto em prática: 













Espero que tenham gostado!!!
Até a próxima :)

domingo, 9 de agosto de 2015

Transposição didática

Olá pessoal,
Tudo bem?


No dia 6 de agostos iniciamos a aula com a música do Toquinho "Como é ser criança", uma música excelente para a reflexão dos direitos das crianças, só apertar o play para se deleitar com ela.



Tivemos como atividade proposta pela a professora Vera, a leitura em grupo do texto "Transposição didática, interdisciplinaridade e contextualização" .


Para aqueles que tem o interesse em saber o que é Transposição didática é a "transformação do conhecimento em conhecimento escolar a ser ensinado".



E ao termino da aula tivemos o privilégio de confraternizarmos com os demais anos do curso de pedagogia.


 Estavam presentes na aula: Letícia Sobrinho ( Calopsita) e Maria Eduardo Castro (Bem-te-vi)